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Lula diz que Lulinha precisa se defender e nega blindagem em investigação da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (23) que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, terá que se defender das suspeitas investigadas pela Polícia Federal. Em entrevista à Record, Lula também negou qualquer tentativa de interferir ou blindar o filho nas apurações.

Segundo o presidente, ninguém está acima da lei e qualquer pessoa que tenha agido de forma irregular deve ser investigada. Lula ressaltou ainda que a Polícia Federal possui autonomia para conduzir as investigações durante seu governo.

“Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, afirmou o presidente à emissora.

Lulinha é investigado pela PF

Fábio Luís é alvo de três inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência. Parte das investigações envolve a atuação da lobista Roberta Luchsinger na tentativa de obter contratos com o governo federal, incluindo negócios relacionados a medicamentos à base de canabidiol.

Segundo a PF, há suspeitas de que Lulinha tenha atuado em conjunto com Luchsinger em interesses econômicos e sido beneficiário indireto de articulações feitas pela lobista. A defesa do filho do presidente nega irregularidades e questiona a condução das investigações.

Lula defende liberdade para investigação

Durante a entrevista, Lula afirmou que não pretende impedir investigações nem pressionar delegados ou integrantes da Polícia Federal. O presidente disse que, caso sejam comprovados erros que tenham provocado prejuízo aos cofres públicos, os responsáveis deverão responder por eles.

O caso ganhou peso também no cenário eleitoral de 2026. As investigações envolvendo Lulinha passaram a fazer parte do debate político durante a campanha presidencial, enquanto o PT procura destacar a autonomia da Polícia Federal para apurar as suspeitas.

A defesa de Lulinha, por sua vez, afirma que ele é alvo de perseguição política e sustenta que as investigações não comprovaram recebimento de recursos de origem irregular.

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