O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Canadá poderá enfrentar consequências econômicas “devastadoras” caso a guerra comercial entre os dois países continue. A tensão aumentou depois do fracasso das negociações e da entrada em vigor de novas tarifas americanas contra produtos canadenses.
Os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos do Canadá. Em resposta, o governo canadense anunciou que adotará tarifas equivalentes contra produtos americanos a partir de 8 de setembro, atingindo especialmente setores como aço e laticínios.
Governo americano aumenta pressão
O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, afirmou que seria um erro o Canadá enfrentar Trump em uma disputa comercial. Segundo ele, a economia canadense possui uma forte dependência do mercado americano, destino de aproximadamente 70% das exportações do país.
Trump também voltou a provocar o país vizinho ao afirmar que o Canadá deseja obter benefícios semelhantes aos que teria caso fosse um estado americano, mas sem fazer parte dos Estados Unidos.
Canadá promete reagir
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país foi atacado comercialmente e precisa responder. O governo canadense rejeitou as condições apresentadas pelos Estados Unidos durante as negociações e considera que algumas das exigências americanas poderiam prejudicar interesses econômicos e culturais do Canadá.
Carney também defendeu que o Canadá diminua sua dependência econômica dos Estados Unidos e amplie suas relações comerciais com outros mercados.
As relações entre os dois países vêm enfrentando um período de forte tensão desde o retorno de Trump à Casa Branca, em 2025. Agora, a escalada tarifária aumenta a preocupação com os efeitos da disputa sobre empresas, empregos e consumidores dos dois lados da fronteira.










